Sideshow - Exposição de fotografia

Os sideshows eram pequenas actuações bizarras que ocorriam nas feiras circundantes às grandes tendas de circo. Estes espectáculos preliminares e extravagantes, (engolidores de espadas, pessoas deformadas, objectos de figuras históricas criminosas, macacos-sereia, bailarinas provocantes, etc.), chocavam o espectador e preparavam-no para a excentricidade e para o risco mortal das actuações que iriam acontecer nas pistas de circo.

Depois de 6 anos como professora e fotógrafa na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo do Chapitô, posso assegurar que a formação destes adolescentes passa por violentas (e necessárias) transformações físicas, psicológicas e emocionais. Também eles são excêntricos – freaks – que querem ser artistas de circo contemporâneo e, para isso, treinam, contorcem-se, dançam, choram, zangam-se, unem-se e enfrentam medos e incertezas. Descobrem-se, em 3 anos, como artistas de palco e como pessoas.

No meu sideshow, não vejo engolidores de espadas ou gigantes, mas vejo crescimentos súbitos e insólitos durante todo o ano lectivo. Quando o público entra para o espectáculo final, eu e todos os meus colegas já assistimos a uma espécie de “insideshow” prévio à actuação na grande "pista" que é a Tenda do Chapitô.

Esta exposição* é apenas uma singela tentativa de representar, com fotografias de cena, um percurso formativo que nunca será efémero na vida destes jovens.

*(exposição apresentada no Bartô/Chapitô durante o mês de Dezembro de 2016)

___________________________________________________________________________________________

Sideshow - Photography Exhibition

Sideshows were small bizarre performances that took place at the fairs surrounding the big tops. These preliminary and extravagant spectacles (sword swallowers, deformed people, objects of historical criminal figures, mermaid-monkeys, provocative dancers, etc.) shocked the spectator and prepared him for the eccentricity and mortal risk of the performances that would happen on the circus ring.

After 6 years as a teacher and photographer at Chapitô's circus school, I can assure you that the training process of these teenagers goes through violent (and necessary) physical, psychological and emotional transformations. They are also eccentric - freaks - who want to be contemporary circus artists, and, in order to achieve that, they train, they contorce, they dance, they weep, they become angry, they come together and face fears and uncertainties. The students discover themselves, in 3 years, as stage artists and as individuals.

In my sideshow, I do not see sword swallowers or giants, but I see sudden and unusual growth throughout the school year. When the audience enters to the final show, I and all my teacher colleagues have already seen a kind of "insideshow" prior to the performance on the big Chapitô ring.

This exhibition * is only a simple attempt to represent, through stage photographs, a formative course that will never be ephemeral in the lives of these students.

* (exhibition presented at Bartô / Chapitô during the month of December, 2016)

Using Format